quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como a festa junina é comemorada em toda a região do Brasil.


Festa junina no Brasil


Comemorar o mês de junho é um hábito antigo em várias partes do mundo. Nos países católicos da Europa, as festas juninas são uma tradição desde o século quatro. O primeiro nome que receberam "joaninas" foi em homenagem a São João e acabou sendo modificado ao longo dos anos. Os Santos Antônio e Pedro também são festejados em junho, mas São João sempre teve mais devotos no continente europeu. Por isso, a festa recebeu o nome dele. O costume chegou ao Brasil junto com os colonizadores portugueses e acabou recebendo influências culturais de cada região. São vários os modos de comemorar as festas juninas de norte a sul:
Nordeste: no embalo do forró, as festas juninas são destaque em Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco. Nessas cidades, elas duram um mês. Em Campina Grande, as principais atrações ficam por conta dos shows (grátis), no Parque do Povo, e da brincadeira conhecida por "trem ferroviário", em que os passageiros viajam dançando nos vagões ao ritmo do forró.  O "trem do forró" também anima Caruaru. Ele parte da capital, Recife, com destino a Caruaru.
Sudeste: além da comida típica (pipoca, pé-de-moleque e quentão, entre outros), nas festas juninas desta parte do país come-se cachorro-quente, pastel e até mesmo pizza. Na hora de brincar, todos participam das pescarias, dos concursos de quadrilha e do casamento na roça ao som de música sertaneja.
Centro-Oeste: nessa região, a festa é influenciada por hábitos típicos dos países fronteiriços (em especial o Paraguai). Além da quadrilha e dos pratos típicos, as festas juninas acontecem ao som da polca paraguaia e toma-se a sopa paraguaia (que, na verdade, é uma espécie de bolo de queijo). O ritmo sertanejo dá o compasso da festa.
Sul: a tradição gaúcha ordena que se reúna a família ao redor da mesa de jantar. E que se passe a noite saboreando comidas típicas, como arroz de carreteiro, feijão-mexido e pinhão cozido na água ou assado na brasa.
Norte: a festa típica é ofuscada pelo festival folclórico de Parintins, que ocorre no final de junho no Amazonas. Em lugar da quadrilha, ouve-se a toada do boi-bumbá. São servidas receitas regionais como tapioca (à base de mandioca) e tacacá (bebida de origem indígena).


Bibliografia: http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/religiao/diferentes-festas-juninas-brasil-628359.shtml



Grupo: 4                  Turma:4004
Componentes : Beatriz Martins
                          Lyvia Lima
                          Marcelly Souza
                          Tayanne Martins
                          Thayná Pessanha
                          Thamara Maciel

SUGESTÃO DO GRUPO 4. COMO TRABALHAR REGIÕES DO BRASIL NO PRIMEIRO SEGMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL A PARTIR DA VIVÊNCIA DAS PRÓPRIAS CRIANÇAS



terça-feira, 3 de julho de 2012

EXEMPLO E SIMULAÇÃO DE UM PROJETO DE FESTA JUNINA PARA O BIMESTRE COM UMA PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA II


ÍNDICE INICIAL
 
Esclarecimento aos pais sobre a proposta do 2º bimestre no Conselho de Classe.
Fotografar todas as atividades realizadas durante o bimestre para montagem de painel expositivo.
A cada etapa realizar o acompanhamento do portfólio realizado pelas turmas maiores.

Data 07/05  a 20/05
- Bilhete para os pais sobre propostas e objetivos para o 2º bimestre – colar na agenda
- Afixar esse informativo no mural de entrada da escola – ETP
- Pensar e organizar com as turmas, como será feita a campanha  para recolher material reciclável, quais materiais serão recolhidos e onde poderemos guardar. Escolher um nome para a campanha.
Recordando o momento “Detonador”
Apresentação do vídeo: Reportagem sobre  a Rio +20. O que acharam da reportagem? Refletir e discutir com  a turma o que vem a ser Desenvolvimento Sustentável e como organizar uma Festa Junina participando dessa proposta.
Organização do Tema que será trabalhado no período de 07/05 a 20/05 por assuntos
Rio+20
Meio Ambiente – conceito
Material reciclável – conceito
Vegetais
Coleta Seletiva e a produção do lixo - em sala  de aula e entre as turmas/ Reciclagem
Linguagem Oral e Escrita – Imagem (turmas menores) e reportagem (turmas maiores)
Interpretação de textos diversos
Resgate da cultura
História e origem da Festa Junina
Situações-problema - envolvendo as atividades e assuntos trabalhados no período: metade, divisão, fração, subtração (Quanto falta para? Quanto irá sobrar? Quanto vou precisar? Sistema de Medidas
Objetivos
Conhecer a origem histórica da Festa Junina;
Comparar como a Festa Junina era realizada com a Festa Junina atual;
Valorizar a Festa Junina enquanto produção cultural, construída historicamente, apresentando modificações de acordo com cada época;
Trabalhar com situações-problema relacionadas ao tema, buscando soluções e realizando ações que envolvam investigação, trabalho em grupo desenvolvendo ou aprofundando alguns conceitos como, metade, divisão, fração, unidade de medida, subtração, multiplicação e soma;
Produzir e ter contato com textos de tipologias diversas;
Perceber a diferença dos textos trabalhados, vivendo a função social da escrita;
Vivenciar de modo lúdico, algumas atividades realizadas nas Festas Juninas tradicionais;
Construir paródias a partir de alguns ritmos nordestinos escolhidos pela turma, sobre o tema Meio Ambiente,
Decidir um local apropriado para armazenar o material reciclado recolhido através da campanha;
Escolher um nome para a campanha;
Elaborar lista de materiais recicláveis;
Visitar o Jardim Botânico.

Data 21/05 a 15/06
- Início da campanha para coleta de material reciclável que será utilizado na Festa Junina.
- Envio de bilhete sobre a vestimenta da Festa: Reaproveitando a caipira antiga com a utilização de material que se tem em casa. No dia da Festa ocorrerá o Desfile Caipira. O casal mais criativo ganhará um prêmio.
- Escolha das atividades, barraca e ornamentação que susbtituirão através da confecção com material reciclável, as atividades tradicionais e ornamentos da Festa Junina.
- Início do Ensaio das Apresentações
Organização do Tema que será trabalhado no período de 21/05 a 15/06 por assuntos
O Nordeste Brasileiro - Festa Junina comemorada no Brasil, principalmente na região do Nordeste, onde se enraizou
A importância e influência da Festa Junina para a cultura brasileira - A relação entre cultura e ambiente: hábitos,  costumes, produção cultural etc.
Ecossistema e Biodiversiade
Animais
Coleta Seletiva e Recursos Naturais
Lixo Orgânico e Inorgânico
Interpretação e Produção de texto. Gramática e ortografia
Situações-problema envolvendo as atividades reallizadas: metade, divisão, fração, subtração (Quanto falta para? Quanto irá sobrar? Quanto vou precisar? Sistema de Medidas. Gráficos. Formas Geométricas
Localização
Objetivos
Conhecer a origem histórica da Festa Junina;
Valorizar a Festa Junina enquanto produção cultural, construída historicamente, apresentando modificações dependendo da região em que é realizada;
Localizar as diversas regiões do Brasil no mapa;
Conhecer os estados que fazem parte da Região Nordeste;
Trabalhar com situações-problema relacionadas ao tema, buscando soluções e realizando ações que envolvam conceitos como, metade, divisão, fração, unidade de medida, subtração, multiplicação e soma;
Montar Gráficos;
Ler gráficos;
Expressar sua criatividade artística através da chamada Arte popular utilizando materiais recicláveis;
Conhecer algumas produções artísticas e culinárias do Nordeste;
Diferenciar lixo orgânico de inorgânico;
Iniciar a campanha da coleta;
Coletar o material de forma seletiva, separando os materiais doados;
Escolher as atividades que serão desenvolvidas nas barracas, as brincadeiras e o material que será utilizado para ornamentar;
Decidir quais turmas ficarão responsáveis pela elaboração das brincadeiras, barraca ou ornamentação;
Iniciar os Ensaio das danças;
Elaborar material para as barracas;
Confeccionar material para a ornamentação da festa;
Visitar uma fazendinha, conhecer alguns animais e suas características;
Compreender que os animais são importantes para o planeta e para todos nós;
Identificar atitudes do homem agindo na natureza que prejudicam os animais, levando-os à extinção;
Compreender que a extinção dos animais prejudica a harmonia e funcionamento do planeta.





PROFESSORA MARISTELA


domingo, 3 de junho de 2012

EXEMPLO E SIMULAÇÃO DE UM PROJETO DE FESTA JUNINA PARA O BIMESTRE COM UMA PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

TEMA:  Realização de Uma Festa Junina Ecológica

PROBLEMATIZAÇÃO: 
 
Vídeo – Reportagem sobre a “Rio+20” e desenvolvimento sustentável.
Na sala de vídeo, assistir a reportagem falando sobre a Rio+20. Conversar com os alunos sobre o que entenderam da reportagem, promovendo uma discussão sobre o que vem a ser desenvolvimento sustentável e como podemos realizar uma Festa Junina a partir dessa proposta.
Como organizar uma Festa Junina atendendo à proposta do desenvolvimento sustentável. Como organizar uma Festa Junina que respeite o meio ambiente.
O que vamos fazer? Como fazer? O que sabemos? Qual nossa expectativa?
 Conhecimentos Prévios e Novas Questões
Exemplo:
O que sabermos sobre: (orientações para o levantamento dos conhecimentos prévios em cada turma)
Quem já ouviu falar da Rio+20?
RIO+20, sua proposta e importância?
O que entendemos sobre Rio+20? O que entendemos sobre meio ambiente? O que é desenvolvimento sustentável?
Quais as ações que caracterizam o desenvolvimento sustentável?
O que é Educação Ambiental?
Qual a importância do desenvolvimento sustentável para a nossa vida no planeta?
Nós temos atitudes de respeito ao meio ambiente? Quais?  Como? Onde? Quando?
Quem já participou de uma Festa Junina que respeitasse o meio ambiente? Como era?
Como é a Festa Junina Tradicional?
O que precisamos para fazer uma Festa Junina?
Qual a diferença entre uma Festa Junina Tradicional e uma Festa Junina que respeita o meio ambiente?
O que é material reciclável?

Como e quais materiais recicláveis podem substituir alguns objetos que precisamos para fazer uma Festa Junina? Alguém do grupo já realizou alguma atividade com material reciclável?
Quais atividades podem ser desenvolvidas nas barracas promovendo a conscientização dos convidados sobre o Meio Ambiente?
Como vamos organizar o lixo que for produzido durante a festa? O que faremos com ele?
O que é coleta seletiva?
 Como poderemos juntar e guardar o material reciclável que vamos utilizar para a Festa?
O que faremos com o lixo produzido na Festa?
Quais recursos precisaremos, além dos recursos recicláveis?
Aparelho de som, DVD, CD, Livros (Biblioteca), Laboratório de Ciências, laboratório de Informática, TV, microfone, Aulas-Passeio, mesas, cadeiras, corda para isolamento, Cestas de lixo para coleta seletiva, videokê, Bingo,
O que se deseja
(Construído a partir do registro dos alunos)
Quais são nossas expectativas?
Exemplo: Através da utilização de material reciclável para a ornamentação; economia de recursos; elaboração de barracas; brincadeiras temáticas; organizar e realizar uma Festa Junina Ecológica no Pátio da Escola.

OBJETIVOS:
(Construídos a partir do registro dos alunos)
Exemplo:
Elaborar uma lista de materiais recicláveis que utilizaremos para ornamentação, para a realização das barracas etc.;
Organizar uma campanha para adquirir material reciclável;

Recolher material reciclável de forma adequada, limpo e separado por tipo de material;
Providenciar um local na para guardar separadamente este material;
Utilizar material reciclável na nossa Festa Junina;
Evitar o desperdício;
Conhecer melhor a Festa Junina tradicional para substituirmos itens da Festa por material reciclável e atividades relacionadas ao meio ambiente;
Criar um nome para o arraial;
Elaborar temas sobre o meio ambiente para as barraquinhas;
Elaborar brincadeiras por atividades temáticas;
Realizar a Coleta Seletiva durante a Festa;
Etc.


 JUSTIFICATIVA

 
Estamos em contexto sócio-histórico, onde a sociedade pós-moderna começa a conscientizar-se sobre  sua responsabilidade diante do planeta. Hoje, conceitos como educação ambiental e sustentabilidade não podem estar desvinculados do que entendemos por cidadania. Esses conceitos devem ser trabalhados no espaço escolar,  através da problematização e observação de situações reais que assolam a humanidade em diversas disciplinas, assim como, a busca de novos  hábitos e costumes em nosso cotidiano que venham contribuir para a formação de cidadãos conscientes da importância da preservação do planeta para todos nós. 
É a partir da vivência de ações de cidadania, de pesquisa, de apropriação e compreensão da realidade, que desenvolveremos atitudes mais críticas e responsáveis diante do mundo, economizando, consumindo de maneira responsável e preservando os recursos naturais que necessitamos para viver.

Sendo assim, a realização de uma Festa Junina Ecológica proporcionará essas vivências, além do resgate cultural e da valorização histórica, envolvendo diversas áreas do conhecimento de forma integrada no processo de pesquisa, produção, realização e avaliação contínua.

PROFESSORA MARISTELA
 

domingo, 13 de maio de 2012

Plano de aula: 02 de Maio (1º dia do projeto)

            Plano de Aula
 - Disciplina:
              Português
- Conteúdo:
            Identidade e Dia do Trabalho 
- Tema:
           Dia do Trabalho
- Objetivo:
               Dar as boas vindas às crianças; Conhecê-las; Reconhecer as profissões;  Aprimorar a leitura;  Estimular a interpretação.
- Material:
               Folha branca, folha com  exercícios
- Atividade:
           • Momentos
   Primeiro Momento:
     Fazer as apresentações, alunos e professores dizem o nome, idade e uma característica sua. Isso ajuda para um entrosamento entre aluno e professor.
Segundo Momento:
      Apresentar uma ficha preparada onde os alunos terão que completar fazendo seu auto -retrato e depois discutir em grupo o que foi colocado na ficha.

 

Terceiro  Momento :
  Atividade das profissões.
O objetivo é fazer com que os alunos conheçam algumas profissões e aprendam a respeitar todas.
Atividade Inicial será realizada a brincadeira “adivinhe a minha profissão”. Cada aluno terá que retirar de uma caixa frases que tenham características de uma profissão; assim que retirar e ler, deverá fazer mímicas para os colegas e dizer as dicas que está no papel.

 

- As letras e números nos ensinam com paciência, e novos conhecimentos haveremos de ter. (professor)
- Vestido de branco, a doença está sempre a curar, para deixar a gente brincar. (médico)
- De tijolo trabalho para casa construir, e uma nova família abrigar.(pedreiro)
- Ao sinal de uma pessoa, logo para no ponto, para com segurança transportá-la ao seu destino. (motorista de ônibus)
Quarto Momento:
   Atividade da folha. Relacionar cada material utilizado pelo profissional de acordo com a sua profissão assim conhecendo um pouco mais do instrumento de trabalho de cada profissão.
 
- Avaliação:
     A avaliação desse trabalho será feita através da participação do aluno nas atividades propostas.
 
Grupos 1 e 2
OBS: Nenhum aluno do projeto compareceu.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quando educas?

"Quando educas?

Não educa quando impõe suas convicções,mas quando suscita convicções pessoais.
Não educa quando impõe condutas,mas quando propõe valores que motivem.
Não educa quando impõe caminhos,mas quando ensina a caminhar.
Não educa quando impõe dependências,mas quando acorda a coragem de ser livre.
Não educa quando impõe suas idéias,mas quando fomenta a capacidade de pensar por conta própria.
Não educa quando impõe o terror que isola,mas quando libera o amor que acerca e comunica.
Não educa quando impõe sua autoridade,mas quando cultiva a autonomia do outro.
Não educa quando impõe a uniformidade que doutrina,mas quando respeita a originalidade que faz a diferença.

Não educa quando impõe a verdade,mas quando ensina a procurá-la honestamente.
Não educa quando impõe uma punição,mas quando ajuda a aceitar um castigo.
Não educa quando impõe disciplina,mas quando forma pessoas responsáveis.
Não educa quando impõe autoritariamente o respeito,mas quando o ganha com autoridades de pessoa respeitável.
Não educa quando impõe o medo que paralisa,mas quando consegue a admiração que estimula.
Não educa quando impõe informação à memóriamas quando mostra o sentido da vida.
Não educa quando impõe a Deus, mas quando o faz presente na tua vida."


                                     
GRUPO 2
(Bárbara Catarine, Munique Meirelles, Queila Silva, Stephanie Corrêa e Thais do Nascimento)

BIBLIOFILIA

                       BIBLIOFILIA

http://www.youtube.com/embed/1EXZBOdMuI0   

 Conceito:
 O que é livro?
          Livro é um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso, com imagens ou sem imagens. O livro é um produto intelectual e encerra  conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Hoje éum produto de consumo.

A história do livro:
              A história do livro é uma história de inovação do passar do tempo que permitiram a melhora da conservação e do acesso á informação. A história do livro esta ligada ás contingências políticas e econômicas  e á história de ideias e religiões.
           Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. Logo seguida veio o Khartés (volumen para os romanos) que era um cilindro de papiro
que era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto em colunas na maioria das vezes.
          Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho,  a vantagem era que ele se conserva por mais tempo. O volumen também foi substituído pelo códex que era uma compilação de paginas. O códex surgiu entre os gregos para escrever suas leis porém foi aperfeiçoado pelos romanos.
          Uma consequência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.
       Na idade Média o livro continua a evoluir com o aparecimento de margens e paginas
em branco. Também surge a pontuação, o uso de letras maiúsculas e a presença de índices, sumários e resumos,  e na categoria de gêneros, além do didático surgem os florilégios.
      Na idade moderna  surgiu a imprensa que desenvolveu a técnica de tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo. As necessidades do tipo móvel exigiram um novo desenho de letras.O primeiro livro a ser impresso foi a Bíblia
   Na idade Moderna aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso. Estes livros passam a trazer novos gêneros: o romance, a novela, os almanaques.
       

A importância do livro:
      O livro é fundamental para o desenvolvimento das sociedades e para o crescimento intelectual de cada um. É ele que nos permite registrar fatos importantes da história e repassar os fatos em diante.
    Além de levar conhecimento de geração a geração, o livro tem uma importância na disseminação do conhecimento de uma mesma geração. É o acesso ao conhecimento que possibilita o crescimento tanto intelectual quando financeiro.
O livro é o principal responsável pela sociedade que se tem hoje.

 A evolução e Tecnologia:
         Final do século XX surgiu o livro eletrônico, que é um livro em um suporte eletrônico, o computador. Existem livros disponíveis para computador de mesa ou computadores de mão.A dificuldade do livro é que a leitura num suporte de papel de 1.2 mais rápido do que no suporte eletrônico, porém pesquisas vem acontecendo no sentido de melhor a leitura com esses recurso.
Enquete:


Enquete: http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=1026269


Turma: 4004
Grupo: 2
Alunas: Bárbara Catarine, Munique Meirelles, Queila Silva, Stephanie Correa e Thais do Nascimento.

domingo, 29 de abril de 2012

Dia da Terra - GRUPO 5

Dia da Terra
 O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.
  Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.
  Sua primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
  • Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicar-los.
  • O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulara por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
  • O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
  • No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
  • "A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra
Cantinho do Educador
Nesta data especial pode ser trabalhadas muitas atividades criativas, onde se cria a vontade do educando de colocar em prática o conteúdo em estudo, no caso o Dia da Terra.
Colocamos em destaque duas atividades:
  1º atividade: Troca de sacos de lixo por latas de leite, estas seriam decoradas por cada criança a seu melhor modo. A utilizaria em sala de aula, ao final de cada aula a criança despejaria seu lixo no local adequado, incentivando-a a não jogar o lixo no chão e sim sempre carregar com ela um recipiente onde possa guardar seus lixos e posteriormente despejá-los em locais adequados.
  2º atividade: Criação de um painel temático, educador junto ao educando, colocando atitudes simples de conservação do meio ambiente, utilizando materiais reciclaveis. Onde pudesse ser visto por todos no colegio. Com o obijetivo de incentivar todos a colaborarem, mesmo que em pequenas atitudes, ao final do ano letivo, todos teriam visibilidade da melhora no ambiente onde estudam e assim poderiam continuar a espalhar estas atitudes por todos os lugares onde forem.
Enquete:
Qual a importância das atividades sobre o meio ambiente para alunos do Ensino Fundamental ?32

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SUGESTÃO DE LIVRO INFANTIL - BULLYING - AS HISTÓRIAS DE SÉ DOIDINHO

As Estórias de Zé doidinho
"As Estórias De Zé Doidinho" é o primeiro livro de autoria de José Geraldo Jacob Neto. O livro conta a estória de um menino especial que se sentia sozinho e triste porque as outras crianças não o aceitavam como ele era. As aventuras de Zé Doidinho mostram para as crianças que as diferenças fazem de cada pessoa um ser único e diferente e que isso também pode ser muito legal. Por isso é importante aceitar as pessoas como elas são, sem ofendê-las ou ridicularizá-las pelo seu jeito ou preferências pessoais. De uma maneira simples, direta e divertida o autor aborda a questão do bullying, um problema cada vez mais evidente na sociedade e que preocupa pais e especialistas. O bullying traz consequências negativas para quem pratica e para quem é discriminado. Quem pratica pode ter a falsa impressão de não ter limites e este comportamento pode ser muito prejudicial nas fases da adolescência e adulta. Já quem sofre pode carregar este peso pela vida inteira e ter problemas psicológicos, de relacionamento e até mesmo profissionais. A linguagem é voltada especialmente para o público infantil e as frases são curtas e objetivas. A parte gráfica do livro também chama atenção pela qualidade. Diversas paisagens, desenhos lúdicos e bem coloridos conquistam as crianças, que desenvolvem várias habilidades a partir da leitura e do estímulo das imagens, como a criatividade e outras competências intelectuais.

Referência:http://zedoidinho.blogspot.com.br/

Aluna: Larissa

SUGESTÃO DE LIVRO INFANTIL - BULLYING - RICK, O NERD DETETIVE



Rick, o Nerd Detetive

Todos acham Rick muito nerd. Suas roupas são estranhas, e, além de tudo, ele não para de estudar. Está sempre ouvindo piadas dos colegas de escola, nunca é convidado para as festas de aniversário e, nos jogos de futebol, ninguém passa a bola para ele. Mas, quando a escola vence um importante campeonato e a taça é roubada, Rick utiliza suas habilidades para descobrir quem é o culpado. O resultado da investigação surpreenderá seus colegas. 



By:Darliane Nascimento


sábado, 21 de abril de 2012

EMÍLIA E VISCONDE - SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

 

EMÍLIA

SÉRGIO RICARDO

Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Mais do que ser passarinho
Anjo, boneca, gente, assombração
É ser que nem é Emília
Campina, campo, espaço e amplidão
Mais do que ser sabida
E ter segredos que fazer magia
É ser que nem é Emília
Fonte, chama, sopro, ventania
Por mais que o sol se esconde
Cruzes se cravem no raiar do dia
Por mais que o sol se esconde
Cruzes se cravem no raiar do dia
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Mais do que ser passarinho
Anjo, boneca, gente, assombração
É ser que nem é Emília
Campina, campo, espaço e amplidão
Mais do que ser sabida
E ter segredos que fazer magia
É ser que nem é Emília
Fonte, chama, sopro, ventania
Por mais que o sol se esconde
Cruzes se cravem no raiar do dia
Por mais que o sol se esconde
Cruzes se cravem no raiar do dia
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Pirlimpim se não chover
É vento ou é garoa
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Pirlimpimpim se não chover
É vento ou é garoa
Pirlimpimpim se não chover
É vento ou é garoa


VISCONDE DE SABUGOSA
JOÃO BOSCO


Sábio sabugo
Filho de ninguém
Espiga de milho
Bobo sabido
Doido varrido
Nobre de vintém

Meu caro Visconde
É de trem ou de bonde
Que eu chego ao picapau
Aonde se esconde todo pessoal
Visconde me conta
Ou então faz de conta
Que é no coração
Das crianças daqui
A alegria é maior
Com Benta Anastácia os meninos
A Emília Quindim Rabicó

PROJETO MEMÓRIA MONTEIRO LOBATO - LINK

LINKS INTERESSANTES:


Projeto Memória Monteiro Lobato  
http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/

http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/sitiodopicapau/

GLOBO
 http://sitio.globo.com/

TAUBATÉ - CHÁCARA DO VISCONDE
http://www.taubate-sp.com.br/chacara.htm

DONA BENTA... A VÓ DO SÍTIO DE MONTEIRO LOBATO




DONA BENTA - ZÉ LUÍS
Que pessoa é essa
Que fazendo as contas
Que contando os pontos
Faz um lindo bordado

Que pessoa é essa
Que tem a liberdade
De abrir a janela esbarrando no verde
Que magia é essa?
Que milagre é esse?
Hunhummmm
Mas que magia é essa?
Que milagre é esse?
Hunhummmm

Que pessoa é essa
Que não se desaponta
Que nunca se espanta
Que vive e que sonha
Que pessoa é essa
Que sem nenhum esforço
No jantar ou almoço
Tem a mesa farta

Mas que magia é essa?
Que milagre é esse?
Hunhummmm
Mas que magia é essa?
Que milagre é esse?

PEDRINHO E NARIZINHO ...

Pedrinho (Banda Aquarius)

Ele imaginava
Que era rei, soldado
Herói, pirata e domador
Era o que queria ser
Porque era um sonhador
Ele acreditava
Em dragão, bruxa
Saci, cavalo voador
Via o que queria ver
Porque era um sonhador
E o picapau amarelo
O mundo que escolheu
Era assim como um castelo seu
Ele viajava
E era trem, submarino
Avião vapor
Ia onde queria ir
Porque era um sonhador
E ao picapau amarelo
Retornava então
Pois não há mundo mais belo não
Ele se encantava
Pois no sítio há tanto bicho
Mato, fruta e flor
Ele então só quer crescer
Para o mundo exterior
Percorrer




Narizinho
Lucinha Lins

Narizinho Narizinho
Sonha sonha com amigos
É a fada brasileira de agrados e castigos

Sonhando abrir a porta
Do Reino das Águas Claras
Um céu de estrelas marinhas
E um chão de conchas raras

Narizinho Narizinho
Sonha sonha com amigos
É a fada brasileira de agrados e castigos

Uma aranha sobe e desce
Vem e tece o seu vestido
Com as cores do pedido
Felicidade brilhante

Narizinho Narizinho
Sonha sonha com amigos
É a fada brasileira de agrados e castigos

A boneca já falante
Lhe foge entre os dedos
Nastácia o pesadelo
De acordá-la sempre antes

Narizinho Narizinho
Sonha sonha com amigos
É a fada brasileira de agrados e castigos

Os heróis de outras histórias
Tão cansados, inocentes
Vão deixar as suas glórias
Pra viver junto com a gente

LENDO MONTEIRO LOBATO... CARTAS


DESCOBERTA DA GOSTOSURA
Querida Leninha,
Aconteceu nesta semana uma novidade tão boa, que tinha que te contar depressinha! Lá na biblioteca da Escola peguei um livro chamado REINAÇÕES DE NARIZINHO do Monteiro Lobato. Comecei a folhear meio de nariz torto, porque era muito grosso, parecia que não ia acabar nunca e que ia ser uma baita duma chateação.
Li o comecinho e o que vinha depois e mais depois e quando percebi, já tinha dado o sinal pra voltar pra sala e eu sem conseguir tirar os olhos daquela delícia deliciante. Suspirei, pedi emprestado e levei pra casa. Não fiz mais nada o dia inteiro. Nem de noite. Nem na manhã seguinte e na outra e outra. Não consegui nem piscar antes de acabar.
Tem umas lindezas de arrepiar como quando a Narizinho casa com o Príncipe Escamado e a Dona Aranha faz um vestido tão lindo pra ela, feito só de cores, que até o espelho arregalou os olhos de espanto e rachou em seis partes. Quando for grande, vou ter um assim. Se não, morro. Quando eles passeiam pelo Reino das Águas Claras, dá vontade de ir junto e ficar rodopiando na boniteza...
Quando a Emília, a boneca de macela, toma a pílula falante e desembesta numa falação sem tamanho, é de morrer de rir. E logo logo, sem a gente perceber direito, ela vira gente. Apronta, inventa, encara. Demais!
O livro todo é uma surpresa. Você pensa que vai acontecer uma coisa e... acontece outra! Muito mais divertida e mais maravilhenta do que a minha cabeça poderia inventar. É só gostosura!
Tudo acontece no Sítio do Picapau Amarelo onde só moram crianças e avós, o Marquês de Rabicó, que é um porquinho que come tudo que vê pela frente, a espevitada Emília e um sabugo de milho que é um sábio de cartola e que sabe tudo sobre todas as coisas: o Visconde de Sabugosa. Quando eu mandar na minha vida, vou me mudar pro Sítio do Picapau Amarelo e viver também no bem bom. No mundo inteiro, não tem lugar como aquele... " O Sítio é gostoso como um chinelo velho."
Nem posso acreditar que já tenho mais de 8 anos e só agora é que li um livro do Monteiro Lobato. Perdi o maior tempo desta minha vida . Se ainda não leu nada dele, corra pra conseguir um livro e ficar abraçada de alegria.
Beijos da
               Alice

SABOR DE ENCANTAMENTO
Querida Leninha,
Hoje foi um dia glorioso pra mim! Formatura da 4ª série e ganhei de presente o que mais queria na vida. A coleção completa dos livros infantis do Monteiro Lobato. 17 volumes que dão vontade de lamber e acariciar de mansinho. Verdade que já li todos! Agora, vou poder reler, treler quantas vezes quiser. São meus!!! Pra pegar quando tiver vontade. E sempre tenho...
Vou começar pelos que mais gosto. Foi tão bom ir com todo o pessoal do Sítio passear na Via Láctea, ver o São Jorge lutando contra o dragão, encontrar o anjinho da asa quebrada, "a maior das galantezas ", voltar e comer os bolinhos da Tia Nastácia. Embarquei junto na VIAGEM AO CÉU! Só queria mesmo era ter o meu próprio pó de pirlimpimpim pra poder viajar pra onde bem entendesse, na hora que me desse uma vontadona insegurável...
Fico com uma baita inveja da Emília que fez sozinha A REFORMA DA NATUREZA. Maior atrevimento da criaturinha. Inventou, misturou, experimentou. Ela não tem medos, encara todas, faz e desfaz e sai toda contentinha da vida pra ver no que deu a sua aprontação. Se leva bronca, se faz de desentendida, arregala os olhos de retrós e diz uma asneira de deixar todo mundo mudo. Dava tudo pra ter um pouquinho da coragem dela...Será que vou ter um dia???
Outro livro que vou reler logo, logo é A CHAVE DO TAMANHO e ver todos ficarem pequeníssimos e terem que se virar com seus novos tamanhos e falta de força. Ter que ter idéias novas o tempo todo. Danadinho, o Lobato. Cutuca a gente sempre e faz ficar pensando, pensando...
O PICAPAU AMARELO, adoro adorado. Aquela cartinha do Pequeno Polegar pedindo pra morar no Sítio, a chegada de todos os heróis de todas as histórias maravilhosas, da Cinderela, da Branca de Neve, do Peter Pan e do Capitão Gancho, da Alice do País das Maravilhas, do Aladim, daqueles monstros gregos, a calma da Vovó Benta recebendo todos, as aventuras, os sustos, as lutas, os espantos, as fofocas, tudo é arrepiantemente deslumbrante!!! Amo, amo, amo!
Passou um tempão desde que li o meu primeiro livro do Monteiro Lobato. Cresci, troquei de escola, mudei de casa e de brinquedos, mas uma vontade continua firmona. Quero ir morar no Sítio do Picapau Amarelo!
Beijocas contentíssimas com o presentão que eu bem que merecia... da
          Alice

AMPLITUDE E BELEZURA
Leninha querida,
Incrível, a gente se escrever por tantos anos...Trocar importâncias acontecidas e descobertas coceirentas. Hoje, me formei no Magistério. Sou professora diplomada... Só quero ver como é que me saio numa sala de aulas cheiinha de crianças sem a maravilhança da Narizinho e do Pedrinho...Só quero ter a paciência e a sapiência da Dona Benta e a criatividade da Tia Nastácia. Espero que elas me mostrem os caminhos!
Meu trabalho final no curso foi sobre o Monteiro Lobato. Sorte grande! Reli os amados e empoeirados livros da minha meninice e continuei de boca aberta. Ri, sorri, me espantei...
O que mais me impressionou agora é como ele não separa a realidade da fantasia. Não tem fronteiras. Sai dum, entra no outro, num pulo só. Delícia pura! Estudei milhares de artigos sobre o jogo da criança. Ele, aposto que nem precisou. Caiu de boca e entrou no jogo. As crianças e bichos vivem no divertimento descobertante, na alegria de sair pelos aís e depois...calmamente todos voltam pro Sítio, com um berro chamante da Dona Benta pra comer bolinhos.
E os bichos falantes e atuantes: a pacata Vaca Mocha, o forçudo rinoceronte Quindim, o competente Dr. Caramujo, o comilão Marquês de Rabicó, as sacadas do Burro Falante, o filósofo conselheiro, todos agindo como gentes, convivendo como se fossem da família, palpitando e brincadeirando com e como todos. Na boa! De bater palmas e pedir bis!!!
E a delícia que é o jeito que escreve. É um abraço, um sorriso, te pega pela palavra direto. Nunca é uma baboseira, um jeito debilóide de falar com as crianças, uma pieguice de novela mexicana. Nem pensar. Reparei que usa palavras difíceis, sabendo que a criança vai se informar e entender direitíssimamente. E como inventa palavras lindas! Vou copiar pra você um pedacinho do REINAÇÕES : "E canários cantando, e beijaflores beijando flores e camarões camaronando, e caranguejos caranguejando, tudo que é pequenino e não morde, pequeninando e não mordendo." Ninguém nunca escreveu como ele para crianças...Nunquinha.
Li muitos livros dele para adultos: um ou outro já conhecia, outros nem tinha chegado perto. Não são derrapantes, nem de tirar o fôlego... Gostei dum ou outro conto, fiquei cutucada por algumas cartas, me perguntei sobre alguma coisa escrita em artigos, mas não foi nenhuma fissuração . Foi meio igual a um montão de outros escritores. Não foi descobrir um mundo novo como ele faz comigo e com todas as crianças para quem escreveu. Aí, ninguém chega nem perto. É o maior, o melhor!!! Único!
Quase esquecia ... Agora, o meu livro predileto é MEMÓRIAS DA EMÍLIA. Acho que vou ter sempre do meu lado pela vida afora... A Emília é quem eu queria ser! Babo por ela!
Beijão da "professora"
          Alice

CABEÇAS CRÍTICAS E BRASILIDADE
Leninha querida,
Tempo passando depressa, rodopiante. Estou com 25 anos e agora, trabalhando com alunos da 4ª série. Mudo o jeito de dar aulas, mudo a falação e as cobranças, só não mudo a leitura permanente do Monteiro Lobato. Indispensável!
Quando dava aulas pras criancinhas do pré, contava histórias do Sítio. Aos capítulos e vendo os olhinhos arregalados pedindo mais e mais... Agora, com os grandes, trabalho muito com a mitologia grega. E quem melhor do que o Lobato pra iniciar nos mistérios do Olimpo?? Sei que tudo que aprendi sobre a Grécia de antigamente foi devorando O MINOTAURO e OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES. Meus alunos estão envolvidos na mesma sedução. Torcendo, vibrando, aprendendo sem jeito de lição engolida, amando!
Tentei trabalhar com os livros didáticos dele. Ainda são muito, mas muito melhores dos que os que fazem hoje em dia. Pena, que os conceitos estão superados... Não dá pra usar mais A GRAMÁTICA e A ARITMÉTICA DA EMÍLIA ou a GEOGRAFIA DA DONA BENTA. Mas dá pra pensar na inventação duma aula mais interessante, mais divertida, menos aborrecida e chatosa. Conseguir ser uma surpresa é o segredo!
Não largo nunca de ler uma das FÁBULAS. Nada melhor pra fazer os alunos criticarem, desmitificarem, tirarem suas próprias conclusões. E rindo do deboche, da misturança da graça com a clareza. O rei da dose certa este seu Lobato...
O que sempre me impressionou é como o Lobato escreve bem. E sem gramaticices, sem ficar preso a uma lei tonta e limitativa. Outro dia achei uma carta dele contando: "Não imagina a minha luta pra extirpar a "literatura "dos meus livros infantis. A cada revisão nova das novas edições, mato, como quem mata pulgas, todas as "literaturas " que ainda os estragam." Quero que meus alunos escrevam assim: soltos, divertidos, inventadeiros, assassinando as literatices.
O que mais me impressiona agora em Monteiro Lobato é a sua brasilidade. Nenhum autor que passou pela minha vida, me trouxe tanto do Brasil sem me deixar fora do mundo. Ficar lagarteando ao sol, comendo jabuticabas, subindo em árvores, debochando das macaquices imitativas das estrangeirices, saboreando o nosso folclore nas HISTÓRIAS DA TIA NASTÁCIA e no SACI, mostrando a nossa riqueza em O POÇO DO VISCONDE, cutucando prum patriotismo consciente e participante e não apalermado e paradão.
Acho que ele diz isso claramente como sempre pela boca da Emília: "Dizem que não tenho coração. É falso. Tenho sim, um lindo. Só que não é de banana. Coisinhas à toa não o impressionam; mas ele dói quando vê uma injustiça. Dói tanto, que estou convencida que o maior mal deste mundo é a injustiça."
Vou ser sempre grata a ele pela minha brasilidade gritona quando me vejo de cara com uma baita duma injustiça. O que sempre aconteceu e continua acontecendo neste nosso país...
Pensar que foi preso por sua participação visceral na Campanha do Petróleo. Preso por patriotismo... Se este é o preço, também pagarei. Aprendi com ele a não fugir das convicções, a entrar com tudo em todas as lutas fundamentais. A ir fundo.
Beijos brasileiríssimos da
          Alice

SINGULARIDADE E PERMANÊNCIA
Leninha, amiga querida,
Passam-se os anos e continuo querendo falar com você sobre Monteiro Lobato. Já passei dos 40 e outro dia resolvi reler o Lobato inteirinho. O Lobato das crianças, claro. Os 17 volumes que guardo e exibo como meu maior tesouro.
O meu olhar já não é mais tão inocente e entregue à pura deslumbrância. Percebi detalhes que nunca tinha reparado direito. Incrível, o que ele sacava. No Sítio, só moram duas crianças espertas, curiosas, iguais a milhares de outras. Narizinho é orfã e Pedrinho tem uma vaga mãe que aparece no comecinho da primeira história e nunca mais se ouve falar dela. Nada de pai ou de mãe...Elas são criadas pelas avós, lúdicas, brincantes e nada repressoras. Fantástico!
Também, ele desliza feio. Dona Benta, é culta, sábia, prudente, arrumada, branca. Tia Nastácia, é medrosa, supersticiosa, feia, "negra beiçuda ". Incrível como escapole o racismo, o tempo todo. Dá até calafrios. E olhe que naquele Sítio maravilhento, a única pessoa que trabalha é a Nastácia. E também é a mais criativa, já que foi ela quem fez a Emília e o Visconde.
Falando no Visconde de Sabugosa, dá pra perceber que é o personagem menos querido do Lobato. Ele é metido, pedante, complicado, incapaz de lidar com o concreto, covarde. Um acadêmico! Já Emília, que não é criança, é uma boneca - marquesa irreverente e sem papas na língua, absolutamente independente e dona do seu nariz, é a primeira personagem feminista da nossa literatura.
Vanguardíssima! Linha de frente na emancipação da mulher. A relação de amor e ódio entre os dois é escancarada e deliciosa!
O Sítio do Picapau Amarelo, onde eu sempre quis morar, incomodou muito mais do que a gente imagina. Li outro dia um artigo contando que em 1942, A HISTÓRIA DO MUNDO PARA CRIANÇAS foi retirada das bibliotecas públicas e de todas as escolas católicas. Acenderam fogueiras pra queimar todas as páginas do Lobato. Puro vandalismo. E pra nada. Ele sobrevive até hoje. E provavelmente, às gargalhadas.
Hoje, nas escolas, não armam mais fogueiras. Mas também não lêem o Lobato como deveriam... Encostaram, esconderam... As crianças o conhecem pouco e estão perdendo tanto... Culpa das mães e professoras preguiçosas com um texto mais longo, medrosas das cutucadas que ele dá, das esculhambações afiadas que passa e querendo tudo, menos crianças soltas e críticas como Pedrinho e Narizinho.
Este Sítio, uma possibilidade utópica de civilização harmônica, inteligente, atuante, onde todos querem se refugiar, é como diz a Emília : " O segredo, meu filho, é um só: liberdade. Aqui não há coleiras. A maior desgraça do mundo é a coleira. E como há coleiras espalhadas no mundo."
Monteiro Lobato, movido pela indignação, antenado com o futuro, intuidor da capacidade das crianças e sabedor das suas inteligências espertas, deu para esta criança-leitora que escolheu como seu público com quem realmente valia a pena falar, o que tinha de melhor: sua graça irreverente, suas histórias emocionantes, seu conhecimento cutucador, seus personagens imprevisíveis, sua misturança fantástica do real com o imaginário, sua crença na liberdade.
Sei que ele inaugurou a literatura infantil brasileira. E sei também que substituto ainda não encontrou. Só tem seguidores ávidos para conseguirem chegar onde chegou. Como a presença mais indispensável na admiração, carinho, derretimento, aplausos de todo leitor-criança (tenha a idade que tiver, como eu...).
Ah, o meu livro preferidíssimo continua sendo MEMÓRIAS DA EMÍLIA. E minha ambição de pessoa é conseguir ser "a independência ou morte" como Emília se define. Ainda chego lá!
Beijos da eterna leitora do Lobato,
          Alice



Fanny Abramovich é escritora de livros para crianças e só gostaria de proporcionar aos seus leitores 10% do prazer que Lobato sempre lhe deu.
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Vidas Lusófonas informa que a autora já tem mais de um milhão de exemplares vendidos.


"Hoje, nas escolas, não armam mais fogueiras. Mas também não lêem o Lobato como deveriam... Encostaram, esconderam... As crianças o conhecem pouco e estão perdendo tanto... Culpa das mães e professoras preguiçosas com um texto mais longo, medrosas das cutucadas que ele dá, das esculhambações afiadas que passa e querendo tudo, menos crianças soltas e críticas como Pedrinho e Narizinho.
Este Sítio, uma possibilidade utópica de civilização harmônica, inteligente, atuante, onde todos querem se refugiar, é como diz a Emília : " O segredo, meu filho, é um só: liberdade. Aqui não há coleiras. A maior desgraça do mundo é a coleira. E como há coleiras espalhadas no mundo."
Monteiro Lobato, movido pela indignação, antenado com o futuro, intuidor da capacidade das crianças e sabedor das suas inteligências espertas, deu para esta criança-leitora que escolheu como seu público com quem realmente valia a pena falar, o que tinha de melhor: sua graça irreverente, suas histórias emocionantes, seu conhecimento cutucador, seus personagens imprevisíveis, sua misturança fantástica do real com o imaginário, sua crença na liberdade".